7 atitudes e adereços que vão marcar este carnaval

Vai de rosa ou de azul? Sob o hino de Daniela Mercury e já com a agenda definida, reunimos as principais tendências nos blocos e bailes

21.02.2019  |  Por: Taina Nogueira

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7 atitudes e adereços que vão marcar este carnaval

Arte sobre foto de Jorge Bispo. Maiô: Fernando Cozendey

O começo do ano não foi fácil para ninguém, mas felizmente já começamos a ouvir os tambores do carnaval! No clima dos cortejos, Hysteria conversou com experimentados da folia para saber que tendências – de look a comportamento – vão marcar os quatro (8? 15? <3) dias mais esperados do ano para aqueles que, como diz a canção, têm a carne de carnaval. Apanhe os saquinhos de purpurina, dê o play nesta playlist da Lua Reis e bora se preparar.

1. Franja (e não é nos cabelos)

A grife paulistana Amapô sempre marca presença no carnaval. Em 2018 fez o figurino para a cantora Mariana Aydar desfilar em seu bloco, Forrozin, e uma parceria com a escola de samba Vai-Vai. Neste ano, pela primeira vez, a marca lança uma peça comercial exclusiva para a data: o body com franja. “Já tinha feito esse body para figurino, mas agora acho que as pessoas se montam tanto para os blocos que é hora de colocá-lo na rua!”, conta Carô Gold, sócia da Amapô. No Rio, a marca Borocoxó também lança sua primeira coleção de ombreiras com franjões. E Lelê Barbieri, que já vem investindo nas franjas há alguns anos, tem agora 12 modelos de carnaval, quatro deles franjados.

Saia rosa: Lelê Barbieri (foto: Frâncio de Holanda). Maiô vermelho: Amapô (foto: Flávia Faustino)

2. Pochete (ame ou ignore)  

As pochetes foram destaque do carnaval 2018 e, para alguns especialistas, elas vão repetir a dose este ano – mas é uma questão controversa. “Temos que pensar no que é prático no carnaval. Pochete não é só sobre moda: ela não cai porque é útil. Pochete é necessidade no carnaval!”, afirma a figurinista e criadora da marca OKAN, Lígia Meneghel. Carô, da Amapô, faz o contraponto: “A pochete tomba muito o look, acho que este ano ela deveria ficar em casa.” Mas lembremos que algumas marcas fazem da pochete um acessório maravilhoso, né, Eduardo Caires? Né, Vaca Profana? Né, Borocoxó? Né, Poch? E esse ano nos deparamos com a pochete cooler, que  atrapalha o look, mas quebra o galho dos mais beberrões. A da Givenchy tem preço com quatro dígitos e a da Smirnoff Ice tem dois. 

3. Anos 80 (sim, no carnaval também)

Já está combinado que os anos 80 nunca saem de moda. Deve ser por isso que eles vêm fortes com seus neons, tops e babados no carnaval. É o que aposta Lígia Meneghel, da OKAN, que trará o maiô asa-delta para a festa. “Estamos com um maiô neon bicolor de zíper saindo do forno, além de outro com babados”, conta. Carô Gold, que nos anos 80 era adolescente, também se inspira na década: “Amo! Minha cultura estética vem muito das novelas da Globo. Outro dia saí com body de franja e fiquei a cara Yoná Magalhães na novela Roque Santeiro”, diz a estilista da Amapô.

OKAN (foto: Micaela Wernicke)

4. Viseira (pois é…)

E de repente, não mais que de repente, as viseiras coloridas e transparentes tomaram conta da Saara, o principal centro de comércio popular do Rio de Janeiro. Sim, elas já estavam nas passarelas desde o ano passado, mas falemos a verdade, ganharam destaque depois que a cantora Anitta (ela novamente!) usou uma num de seus shows. “Viseira é ótimo, porque está sempre muito sol e calor. Você se protege e ainda arrasa no visual”, acredita Lígia, da OKAN. Em tempo: se a ideia é proteger o rosto do raios solares vale se certificar se a viseira escolhida barra UVA e UVB além de compor o look. Ah, sim: a Renner tem uma de lantejoula.

5. Peitos de fora (ou quase)

Anitta deu a deixa: apareceu no  clipe Bola, Rebola trajando um tapa-mamilo (ou pasties). Claro que a peça, feita pelo estilista Gustavo Silvestre, virou queridinha e insuflou a mulherada a seguir na contramão do conservadorismo atual e cravar a nudez nos blocos. “A peça vai se popularizar e eu acho isso maravilhoso, porque as mulheres precisam e podem estar como quiserem”, diz o estilista. Em São Paulo, a marca Luz del Fuego traz pasties com formatos divertidos, como o modelo ovo frito, e muito paetê, fitas e lantejoulas. “Os modelos de mamilos são uma forma descontraída de dizer: por que eu tenho que me cobrir? Por que isso tudo não pode ser adorno?”, diz Priscila Lupatelli. A marca carioca Seja Osada, que faz os acessórios desde 2016, está com três coleções especiais e 25 novos modelos. “Fiz também uma parceria com o estilista Fernando Cozendey [<3] e criei dois modelos de biqueira exclusivos para ele”, diz Roberta Rodrigues, idealizadora da marca. Informação de utilidade pública: “Este ano já vendi o triplo do carnaval passado”, conta.

Luz del Fuego (foto: Matheus Lima; produção: Armando Algo)

6. Pedraria, strass, glitter e paetês (sempre, né?)

Gente é para brilhar (mesmo!). Como carnaval sem purpurina não é carnaval, vale uma pesquisa sobre a procedência e os efeitos do glitter no meio ambiente. A Ppurpurine tem versões sintéticas e biodegradáveis. Já a Glitra é 100% biodegradável e avisa: “Sem microplásticos, sem matar peixinhos.” Mas tem a Be Glitter, A glitterista, a Glitter Forever  e uma infinidades de opções com venda online.  Mas não é só pó que brilha. Isadora Zedron, do bloco paulista Sereianos, já separou o body chain (corrente de corpo) com strass que usará no carnaval. “No nosso bloco vai ter muito strass, pontos de brilho e pedraria”, diz. Os clássicos paetês seguem presentes nos cortejos em vários formatos. “Notei que muitas pequenas marcas que fazem peças para o carnaval investiram pesado em paetês. Tenho certeza de que vai vir forte. Homens, mulheres e todo mundo usando paetês”, sugere Gustavo Silvestre.  

7. Corpos livres (nenhuma nudez será castigada!)  

O carnaval sempre esteve repleto de mulheres que usam pouca – ou nenhuma – roupa. Com a ascensão dos movimentos feministas, todo tipo de beleza (e não só aquela “beleza padrão”) passou a ser querida nos blocos e avenidas. “Não se pode ter só peito e bunda das mulheres magras. É preciso mudar os padrões de quem ‘pode’ ou não encarar a nudez, e o carnaval dá espaço para isso”, diz Lígia, da OKAN. “Acho que a temática da mulher mais empoderada se reforça a cada ano. Em 2019 não será diferente”, completa Amanda. Isadora Zedron concorda: “No Sereianos ninguém fica constrangido de estar um pouco mais pelado, independentemente da forma que seu corpo tenha e de que gênero você é. Neste ano vamos ver mais mulheres livres com certeza.”

Seja Osada. Maiô: Fernando Cozendey (foto: Jorge Bispo)

 

 

 

2 Comentários

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2 respostas para “7 atitudes e adereços que vão marcar este carnaval”

  1. Rogério Porta disse:

    Reportagem linda… Amei…

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