Casa Hilda Hilst terá exposição, mesas e performances dia e noite na Flip

Iniciativa da Hysteria em parceria com o Instituto Hilda Hilst, o primeiro espaço dedicado a um autor homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty vai levar o visitante para dentro do universo de Hilda

19.07.2018  |  Por: Maria Clara Drummond

image
Casa Hilda Hilst terá exposição, mesas e performances dia e noite na Flip

A Casa do Sol, em Campinas, onde Hilda morou de 1966 até morrer, em 2004 (fotos: Frâncio de Hollanda)

Chegar ao grande público era o maior desejo de Hilda Hilst. Agora, não só sua obra foi relançada em altas tiragens, como ela será a primeira autora homenageada da Flip que terá uma casa em Paraty durante a festa que acontece de 25 a 29 de julho. A Casa Hilda Hilst – uma parceria da Hysteria com o Instituto Hilda Hilst, e apoio da Companhia das Letras – terá programação intensa todos os dias, da manhã à noite, no epicentro da agitação, em frente à Praça da Matriz. “A Flip é a cereja do bolo de um trabalho que começou lá atrás. Ela sempre quis ser lida por todos e agora conseguimos isso”, destaca Daniel Fuentes, presidente do IHH.

Transformada em espaço expositivo, a casa vai abrigar oficinas, mesas, saraus e um animado bar chamado Bar do Bico, em alusão a um trecho do livro Cartas de um Sedutor, com cardápio inspirado na escritora. A Livraria da Travessa também terá uma loja-conceito no local.

Imagens da icônica Casa do Sol – onde a poeta morou de 1966 até sua morte, em 2004 – serão projetadas numa parede de pedra na sala principal, levando o visitante a conhecer os recantos de que a autora mais gostava, como a escrivaninha, a mesa de pedra, a figueira, o pátio interno. Ali também será possível  folhear livros de Hilda  pendurados à disposição do público, que poderá escolher trechos para recitar nos saraus que acontecem de quinta-feira à sábado, a partir das 20h. O MC dessas noites de poesia será Jurandy Valença, que aos 21 anos veio de Alagoas só para conhecer Hilda Hilst, e acabou morando e trabalhando com a autora entre 1991 e 1994 (mais infos: https://revistacult.uol.com.br/home/na-casa-de-hilda-hilst/ ).

Jurandy Valença, que aos 21 anos veio de Alagoas só para conhecer Hilda Hilst, e acabou morando e trabalhando com a escritora entre 1991 e 1994: em Paraty, ele participa de vídeo, mesa e saraus

Em outro ambiente, haverá uma parede-instalação com vídeos exclusivos idealizados pela Hysteria. Num deles, a atriz Tainá Muller – que se prepara para viver a escritora no cinema – se caracteriza como Hilda pela primeira vez e encarna a personagem na Casa do Sol. Outro mostrará desenhos inéditos da escritora. Um terceiro trará depoimentos de  seus amigos íntimos, como Jurandy Valença, Olga Bilenky, Marco Padilha, Gutemberg Medeiros e Maria Luiza Mendes Furia. A ideia é que a atmosfera tão própria daquela casa em Campinas seja transportada para Paraty. Para tanto, a trilha sonora da casa foi feita sob medida pela Brisa, produtora de áudio de Mariana Aydar, Heloisa Aidar e Marcio Arantes.

À exceção das oficinas, que acontecem de quinta a domingo às 10h e prescindem de inscrição prévia no site do Instituto Hilda Hilst, toda a programação é gratuita.

As mesas – serão duas por dia entre quinta e sábado e uma no domingo – prometem dar conta de um universo múltiplo como o de Hilda. A primeira, na quinta feira, às 13h, é “Casa do Sol e a família eletiva: Amigos próximos contam o dia a dia com Hilda”, com mediação de Tainá Muller e participação de Olga Bilenky, Leusa Araújo e Jurandy Valença; às 18h, o tema é “Sou inteira poeta”, com mediação Luciana Araújo Marques e participação de Ricardo Domeneck, Maria Luiza Mendes Furia e Gutemberg Medeiros.

A atriz Tainá Muller caracterizada como Hilda pela primeira vez: enquanto se prepara para viver a autora no cinema, ela encarnou a personagem para um vídeo produzido pela Hysteria na Casa do Sol

Na sexta-feira, o tema do primeiro debate é “Hilda chega ao público”, com mediação de Paulo Werneck e participação de Ana Lima Cecílio – que prepara uma biografia sobre a escritora –, Gutemberg Medeiros e Alice Sant’Anna. Mais tarde, Carola Saavedra mediará a mesa “A prosa de Hilda transbordando”, com Donizetti Mazonas e Eduardo Nunes, diretor de Unicórnio, longa metragem baseado na obra homônima de Hilda, que terá estreia oficial 16 de agosto, mas poderá ser visto durante a Flip.

Sábado é dia de “Casa do Sol: Vida, obra e legado que habitam entre o pátio e a figueira”, com mediação de Agnaldo Faria e participação de Daniel Fuentes e Mauro Munhoz; seguida de “O sagrado e o profano em Hilda Hilst”, com mediação de Mirna Quietoz, participação de Eliane Robert de Moraes e Zélia Duncan.

O último dia começa com “Hilda: do silêncio à música”, uma apresentação especial da soprano Manuela Freua, que cantará uma música composta por Leonardo Martinelli, A Canção e o Violino, inspirada no poema Roteiro do Silêncio, escrito por Hilda em 1959. Logo a seguir, às 13:30h, a mesa “Cartas: A intensa troca literária de Hilda com Caio Fernando Abreu e José Luis Mora Fuentes” traz Leandro Esteves, Ítalo Morriconi e Jeanne Callegari mediados por Ana Lima Cecílio.

Isso sem falar nas performances-surpresa que podem – e vão – acontecer a qualquer momento. Apareça! E se não puder acompanhe tudo no Facebook, Twitter e Instagram do Hysteria

A Casa Hilda HilstInstituto Hilda Hilst – Hysteria – Companhia das Letras fica na Praça da Matriz no Centro Histórico, sem número. Quarta-feira, das 18h às 2h; de quinta a sábado, das 10h às 2h; domingo, das 10h às 18h. Mais informações aqui no evento do Facebook. 

0 Comentários

Comentar

Deixe uma resposta