Mulher no Cinema | 7 documentários dirigidos por mulheres para ver no É Tudo Verdade

O melhor do festival de documentários É Tudo Verdade, que estreia amanhã no Rio de Janeiro e São Paulo

11.04.2018  |  Por: Mulher no Cinema Luísa Pécora

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Mulher no Cinema | 7 documentários dirigidos por mulheres para ver no É Tudo Verdade

Principal festival de documentários do país, o É Tudo Verdade entra em cartaz nesta quinta-feira (12) em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com sessões gratuitas que vão até o dia 22 de abril.

A diretora americana Pamela Yates é a homenageada deste ano e virá ao Brasil para encontros com o público. No Rio de Janeiro, o evento ocorre em 14/04, às 18h, no Instituto Moreira Salles; em São Paulo, no dia 18/04, às 15h, no Sesc 24 de Maio.

Mulher no Cinema separou sete documentários dirigidos por mulheres que estão entre os destaques da programação do festival. Para consultar dias, horários e locais de exibição, acesse o site do É Tudo Verdade.

“Amor É Batatas”
[Liefde is aardappelen, Holanda, 2017]


A diretora holandesa Aliona van der Horst recebe, como herança, uma casa de apenas seis metros quadrados, feita de madeira e localizada em um vilarejo na região de Moscou. A partir deste acontecimento, ela embarca em uma jornada para conhecer a história de sua família, que viveu na Rússia de Josef Stalin (1878-1953).

“Auto de Resistência”
[Brasil, 2018]


Dirigido por Natasha Neri e Lula Carvalho, o documentário traça um panorama contemporâneo dos homicídios praticados pela polícia contra civis no Rio de Janeiro. O foco é nos casos conhecidos como “autos de resistência”, classificação utilizada para evitar que policiais sejam responsabilizados pelos homicídios, alegando se tratar de legítima defesa.

“Carvana”
[Brasil, 2018]


O documentário da cineasta Lulu Corrêa narra a trajetória do ator e diretor brasileiro Hugo Carvana (1937-2014). É o próprio artista quem conta a história de seus 60 anos de carreira, dos estudos de teatro até a consagração durante o Cinema Novo, em entrevistas gravadas em diferentes momentos – desde os anos 1970 até os últimos meses de vida.

“As Crianças da Rua Saint-Maur”
[Les Enfants du 209, rue Saint-Maur, Paris Xe, França, 2017]


A história de um prédio residencial num bairro judeu de Paris, antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A diretora Ruth Zylberman reúne antigos e atuais moradores do edifício, mostrando, por meio de pesquisas e entrevistas, as interações entre os vizinhos e as histórias por trás das famílias que viveram ali.

“Naila e o Levante”
[Naila and the Uprising, EUA/Palestina, 2017]


A história da ativista Naila Ayesh e sua participação em um movimento não-violento de mulheres que se formou durante a Primeira Intifada da Palestina, no final da década de 1980. Em meio ao levante nacional nos Territórios Palestinos Ocupados, esta rede de mulheres não foi mostrada pelo noticiário. Direção de Julia Bacha.

“O Processo”
[Brasil, 2017]


Durante meses a diretora Maria Augusta Ramos acompanhou todo o processo que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2016. Com acesso exclusivo a ela e à sua defesa, a cineasta filmou cerca de 450 horas de material, incluindo reuniões e discussões a portas fechadas. Saiba mais sobre a diretora.

“500 Anos”
[500 Years, EUA, 2017]


Última parte da trilogia de Pamela Yates sobre a Guatemala (que será exibida na íntegra no É Tudo Verdade), o documentário mostra a resistência da população indígena maia, do julgamento do genocídio praticado pelo ex-ditador General Rios Montt ao movimento popular que derrubou o Presidente Otto Perez Molina.

Luísa Pécora é jornalista e editora do Mulher no Cinema. Confira também a matéria original.

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