Uma pequena lista de mulheres para seguir no Facebook, Twitter e Medium

Em tempos que não saímos do celular, uma seleção de mulheres exemplares de diferentes áreas e regiões do país que escrevem na internet

16.08.2018  |  Por: Maria Clara Drummond

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Uma pequena lista de mulheres para seguir no Facebook, Twitter e Medium

Eu tenho a teoria de que nunca se leu tanto. Afinal, quase toda a nossa comunicação nos dias de hoje se dá por escrito, seja via redes sociais ou mensagem de texto. O.k, é tristíssimo que as pessoas estejam lendo menos literatura, mas foi a partir da internet que entrei em contato com vários temas que desconhecia, feminismo inclusive.

Na época de ouro das redes sociais, antes do excesso de conteúdos pagos e polarização exagerada, eu usava a ferramenta para me conectar com quem eu achava interessante, e começar assim uma troca intelectual. Hoje, com fake news rolando soltas, é cada vez mais importante uma boa curadoria de conteúdo.

Pensando nisso, fiz uma lista de mulheres para seguir em cada rede social com foco em texto. É bom lembrar que: cada rede social tem sua dinâmica própria, algumas focando mais em ativismo, outras em humor etc. E que tudo é intercambiável: há grandes chances de que quem é muito ativa no Twitter, por exemplo, produza outro tipo de conteúdo, original, para o Facebook. Portanto, vale procurar essas mulheres incríveis internet afora.

Twitter:

Juliana Cunha: Veterana, na escola ela tinha um fanzine chamado Filosofia Privada, que era colado nos banheiros para os alunos lerem quando… (enfim). Logo virou um blog, que depois virou outro, e hoje Juliana Cunha é uma das melhores ensaístas nascidas na década de 80.  Aqui, além de postar textos de sua autoria publicado em sites e na grande imprensa, há vários de seus insights inteligentes sobre os mais variados assuntos.

Ana Guadalupe: A poeta não tem medo de misturar alta e baixa cultura tanto em sua poesia quanto nessa rede social. Ana Guadalupe destila doses diárias de ironia sobre literatura ou MasterChef. Um bom exemplo do seu estilo de humor é o título do seu livro, o ótimo Não Conheço Ninguém Que Não Seja Artista.

Taizze Odelli: O foco aqui é a literatura. Taizze escreve o blog rizzenhas.com, comanda a newsletter Sou Meio Vagabunda mas sou boa pessoa, e é um ótimo radar para acompanhar as últimas novidades literárias.

Luiza Adnet: O senso de humor anárquico vem de família. A bailarina Luiza é irmã de Marcelo Adnet e rainha suprema da internet desde 2008 – quando o Twitter foi lançado. Seus 20 mil seguidores confirmam seu talento para a escrita rápida dessa rede social.

Natály Neri: Natália é cientista social, vegetariana e feminista negra. Ótima para ativismo de qualidade, com informação qualificada, e, de quebra, alguns memes.

Facebook:

Rosana Pinheiro Machado: A antropóloga é professora na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Suas análises políticas não caem no partidarismo e demonstram honestidade. Um bom exemplo foi sua apuração cuidadosa sobre a greve dos caminhoneiros, em junho deste ano.

Rebeca Lerer: A ativista tem foco na agenda ambiental e indígena, na tarifa zero para transporte, na legalização das drogas, na reforma carcerária e na desmilitarização da PM. Rebeca fala do que entende e não é ativista de Facebook: trabalhou anos na Anistia Internacional e no Greenpeace, participa de protestos de rua, e é integrante da Marcha da Maconha e Aliança pela Água.

Suzane Jardim: A historiadora trata de questões raciais com muita nuance, embasamento e graça. Além do Facebook, podemos acompanhar seus textos no Blogueiras Negras ou vê-la falar no seu canal do YouTube Timelaje.

Monique Prada: Talvez seja atualmente a voz mais conhecida da luta pelos direitos das trabalhadoras sexuais. A prostituta gaúcha Monique Prada é brilhante e muitos dos seus textos têm a capacidade de fazer o leitor repensar conceitos que encaramos como naturais, mas não são, tais como: trabalho, sexo, casamento, família, amor romântico.

Helena Vieira: A ativista trans cearense é de uma sensatez rara no universo das redes sociais. Seu texto é límpido, esclarecedor, e é um grande aprendizado ler sobre termos de origem acadêmica que estão em voga, mas tiveram seu significado diluído pelo excesso de uso online.

Tatiana Roque: A professora de filosofia e matemática é um nome exemplar no ativismo da igualdade de gêneros na ciência. Mas ela escreve sobre bem mais que isso: vale acompanhar.

Medium

Fabiana Morais: A jornalista pernambucana é também autora de livros premiados como Nabuco em Pretos e Brancos e professora do Curso de Comunicação da UFPE/CAA. Atualmente, é uma das colunistas sobre eleição da revista piaui.

Fabianne Secches: Um olhar psicanalítico aprofundado no cinema e literatura. Editora da revista Deriva, mestranda em Estudos Comparados: Literatura e Psicanálise na USP, e professora de cursos sobre Elena Ferrante.

Julia Wahmann: A romancista carioca que já publicou dois livros – entre eles o já resenhado por aqui Manual da Demissão – escreve crônicas cheias de humor (e um pouco de drama) em vários blogs, e ultimamente essa rede social tem sido um dos seus principais canais.

Jarid Arraes: A escritora independente negra é um case de sucesso. Além dos seus textos na internet, vale dar uma olhada no livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis.

 

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